segunda-feira, 28 de junho de 2010

“Gosto do simples. Do cheiro de terra molhada e do orvalho. Gosto de uma conversa saudável, de amigos eternos, de família unida e presente. Gosto de cuidar, gosto da compreensão, da mudança, da fusão, do olhar e do sorriso. Gosto do que se soma, não do que completa. Gosto de todas as formas de amor, pois ele o único que sendo multiplicado, divide-se.

Errei e erro muito. Não tenho a pretensão de acertar sempre, mas de aprender. Eu sempre acho forças pra recomeçar. Tudo no meu tempo.

Tenho lá os meus momentos insanos e racionais. Sou, portanto, inconstante, imprescindível, espontânea, intensa e profusa.

Acredito nos meus sonhos e por isso não tenho medo de arriscar. Acredito nas pessoas, mas acredito ainda mais que, nada são sem Deus. E ter Deus para mim, está em cada ato, em cada palavra e a cada manhã. Ter Deus é não ter medo do impossível e acreditar na Sua fortaleza, em todos os momentos da vida.

E quando você achar que já me conhece o suficiente, eu vou te surpreender.”
 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fragância d'alma

  "Talvez fosse o cheiro do orvalho tão puro, calmo e fresco que tivesse invadido minha garganta, queimando-a numa intensidade perceptível apenas àquele momento. Não que a beleza de outras flores, o desenho do sol nascendo, como uma pintura naturalista, ofuscasse o meu prestigio pelo simples... Mas excepcionalmente, o cheiro do orvalho, me fez fechar os olhos para todas as outras danças da natureza.
Me vi sorrindo calmamente, parada em frente aos primeiros raios de sol, e a primeira brisa da manhã.
É necessário, pelo menos uma vez na vida, que todos sintam a pureza que é o cheiro do orvalho. Ele te relembra infância, cenas rápidas e já esquecidas, te trás pessoas, momentos...
O cheiro é sem dúvidas, o artificio mais recomendado para aqueles que amam o passado. Ele é o sentido mais aguçado que temos, mesmo que imperceptível. E me diga, se não é bom, sentir um abraço forte, combinado com gotas de frescor? É a essência pura da nossa fraqueza mais bela.
Então é isso. É isso que me prende ao que ficou, é o que me prende ao que está acontecendo, e inevitavelmente o que está por vir. É o cheiro calmo e fresco, que trás a chamada nostalgia.
Dizem que são sopros de anjos, para nos fazer algum tipo de bem já esquecido. Pois estão, que seja!
Quando o êxtase do doce hálito da manhã, passou por mim, vi pessoas que eu amava e não lembra do quanto era intenso. Me lembrei que a essência humana está na alma que transborda pelos olhos, pelos sorrisos, por tudo onde possa ter verdade, nos fazendo sempre lembrar, e nunca esquecer que o quando dermos o ultimo suspiro um sopro de anjo nos fará recordar."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Mais uma vez...

... Me esqueci de dizer o essencial, entre tantas palavras que conheço. Me esqueci que nada se torna possível quando não se acredita. Me esqueci de andar devagar, de respirar fundo, quando o tempo parecia atropelar.
Eu errei... Oh! Eu errei, por várias vezes que nem sei se sou digna de tanto. Mas se aqui, estou eu, viva, é porque ainda não é o fim. Hoje, ou melhor, daqui um segundo estarei me metamorfoseando, ressucitando o que ainda há de bom em mim. Não posso mais esquecer de dizer amor, de acreditar na fé, de vencer o senhor do tempo com paciência.
Eu direi que estou sepultando o meu passado, hoje; e somente hoje, será meu futuro. Porque amanhã, amanhã eu serei uma borboleta e voarei por um único jardim. O jardim mais bonito, mais perfeito de todos. Sim, aquele que abriu os meus olhos e aceitou minha alma, me lembrando que ainda é possível recomeçar: o meu auto-perdão."

segunda-feira, 14 de junho de 2010

a-dorada

"Mil anjos sois, entre sóis
Diga-me, se não és tu?
Que danças entre lua e estrela
Sorrindo, lembrando-me:
'Sózinho não estás, meu amigo'
Pois anjo é luz.
E esta é a minha.
Mil asas sois, entre sóis
Pois é quente o abraço
Do anjo sincero;
Resgatou-me este do abismo
E colocou-me, mesmo sem asas
Ao seu lado,
ao lado da luz da lua."

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Decodifique.

"Eu gosto do beijo roubado; do aperto em desespero.
De mãos frias e suadas.
Do corpo deslizando sem força;
Eu gosto do beijo roubado; do aperto no peito.
Gosto de te ver ao longe,
brincando de ser sério.
Não acostumei com a falta de ar
provocado pelo seu sorriso.
Gosto é do seu beijo roubado; do aperto em laço.
Me deixo enroscar; te perdoo por pouco.
Te ver ir é me ver em meu próprio roubo.
Mas, vem... Vem me furtar
O seu único e verdadeiro beijo."


sexta-feira, 19 de março de 2010

Mor fi na

Desliza por detrás da pele;
Estanca o grito da epiderme.
Doce ilusão. Doce morfina.
Efeitos contrários são amargos!
Diz só quem sente.
É a rejeição: a dor;
Bruta e Estúpida.
É teimar com o efeito quente e prazeroso
Deixar que escape do coração
Uma fagulha de ar; pedir socorro.
Viver outraz vez; reviver o corpo, valorizar a alma.
E quando vem, fica.
Sacia a sede de fragilidade.
Mas ela vem.
Chega, cega e esperançosa,
Deslizando calma e forte por entre veias
A doce ilusão da morfina.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Seda.

"É tão difícil manter intacto o amor. Ele vai e volta a todo instante.
É.. é isso.. O amor é inconstante.
Quando muito, transborda em uma intensidade poderosa e não sabe qual caminho tomar. A indecisão é que transforma esse excesso em dificuldade. Quando pouco evapora na primeira dobra de esquina.
Superação é o que não existe no peito daqueles que não conseguem enxergar uma nova paixão ao velho amor; ficaram presos ao passado, ao não realizado e não conseguido.
Não há como seguir em frente quando o amor que se sente apenas machuca o outro. É preciso renovar. Ninguém é tão herói do seu coração que nunca desejou morrer do que ter que superar o desafio. É preciso querer.
Isso é uma teia tão perigosa; o jeito, a minha fórmula, é tentar concentrar as minhas forças lutando contra o medo, tentando escapar o mais rápido que eu puder. Não pular fases. Tempo à elas.
Eu vou ficar aqui, juntando os cacos que sobraram do que eu fui, esperando que eu não me torne uma presa fácil nessa armadilha tecida pelo instinto da aranha. Quando ela se aproximar eu saberei onde ir.
O medo pode até ser cego, mas eu ainda sinto. Não preciso dos olhos para sentir. Esse é o meu instinto.
Sem medo eu posso ir a adiante, de cabeça erguida.
Não, eu não vou gritar 'venci', eu vou calar o meu peito e dizer a mim mesma: pois, então, que venha a próxima.Mas se assim não for, se nada sair como o planejado, eu saberei que eu tentei. E tentei por amar demais."