sexta-feira, 9 de julho de 2010

Força, o nó que une.

Isso ultrapassa qualquer definição e descrição, por que "só quem sente, sabe".
 A força nasce de uma fagulha produzida por nós mesmos. Muita gente acredita que a força surge do nada, que temos de cria-la, de tirar do inexistente. Ledo engano. Ela está bem aqui, dentro de nós, a todo instante.
Começa quando produzimos endorfina e não sentimos nossos pés tocarem o chão. Começa quando amamos, quando nos doamos, quando compreendemos. É ai que ela é produzida e fica armazenada para quando precisarmos.

Situações diversas vemos todos os dias de sofrimento, em forma de caleidoscópio; o pessimismo, a falta de visão do futuro, o "tudo dá errado", "mas porquê comigo?"  é um instinto de "cuidado!" que nós mesmos desenvolvemos no decorrer da vida. A força que foi armazenada começa a surgir, mesmo que não queiramos. Ela vem bem calma, em forma de sinais, e se nós nos recusamos por opção, ela não nos abandonará.

O passado não pode deixar de nos pertencer, assim a força que criamos sem perceber, ainda está lá, pronta para ser usada, é só nos darmos a chance. Nos permetindo, ela vem a todo vapor, pois a força ama a felicidade: é assim que se gera mais e mais.
Incrível como a vida faz todo sentido assim. As situações mais dificeis que passamos e depois conquistamos outra vez o lugar ao sol, é uma ponte para que possamos nos sentir realmente fortes e pronto para tudo. Nada nos deterá nessa fase de conquista, ela é saborosa demais, prazerosa ao extremo, sendo assim não queremos perde-la. Por isso, quanto mais uma pessoa "sofre" e não desiste, mais pura ela se torna. Não importa quantas vezes errou, se ela realmente quiser, a força dela está armazenada nos momentos de alegria total que já passou. As lembranças são poderosas se soubermos usar saudavelmente.
Alguém que nunca sorriu, que nunca se permitiu, pode até encontrar a força... através da raiva. Mas essa eu não entrarei detalhes, pois é óbvia: nada que se constrói em sólo infértil, dará bons frutos.
Por isso, acredito realmente que, devemos sofrer sim, nos dar um tempo para sentirmos tristeza, mas que nunca nos falte a vontade de ter força para recomeçar... Ela está muito próxima. Está dentro de nós.

domingo, 4 de julho de 2010

Não é de minha autoria, mas merce um espaço aqui.

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Olavo Bilac.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Parte 1 - Humanos.
"Queremos brincar nas nuvens, come-las como se fossem doce, deitar nas asas dos anjos; queremos caçar estrelas e quem sabe dá-las a quem amamos?; queremos elas como abajures. Pintamos com a ponta do dedo uma ponte até o céu, e logo estamos nós, tão próximos do sol... Queremos cidades inteiras de chocolate, um milagre por dia, uma insatisfação satisfeita; queremos algo que ande tão rápido que possamos estar em vários lugares em questão de segundos; quem sabe até, não queremos estar em dois lugares ao mesmo tempo? Queremos poder escorregar no arco-iris e no fim, achar o pote de ouro. E desejamos, loucamente, poder voar.
Queremos o que ainda parece ser impossível, por que o impossível é o que nos impulsiona a arte de realizar, onde só a nossa imaginação conseguiu chegar.
O possível, que é tão 'pequeno' e 'simples' já está ficando ultrapassado e sem valor..."

Parte 2 - Anjos
"Queremos poder brincar com as crianças, contar-lhe histórias antes de dormir; queremos deitar sob redes e ouvir o som das árvores e passarinhos; queremos poder dar a nossa coleção de conchas para alguém; queremos brincar em montanha-russas, queremos ficar em um lugar e ter unicamente alguém para proteger, queremos que sintam a nossa presença...; queremos poder tocar o chão de terra molhada, a areia fina da praia, o chão gelado das casas, e não só voar sobre tudo isso. Queremos poder dividir o ouro que o arco-iris esconde... queremos o pouco. O simples."


Agora, imaginemos se homens e anjos andassem sempre juntos, para um único fim. Impossível? Não... É tão simples. Mais, muito mais do que imaginamos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

“Gosto do simples. Do cheiro de terra molhada e do orvalho. Gosto de uma conversa saudável, de amigos eternos, de família unida e presente. Gosto de cuidar, gosto da compreensão, da mudança, da fusão, do olhar e do sorriso. Gosto do que se soma, não do que completa. Gosto de todas as formas de amor, pois ele o único que sendo multiplicado, divide-se.

Errei e erro muito. Não tenho a pretensão de acertar sempre, mas de aprender. Eu sempre acho forças pra recomeçar. Tudo no meu tempo.

Tenho lá os meus momentos insanos e racionais. Sou, portanto, inconstante, imprescindível, espontânea, intensa e profusa.

Acredito nos meus sonhos e por isso não tenho medo de arriscar. Acredito nas pessoas, mas acredito ainda mais que, nada são sem Deus. E ter Deus para mim, está em cada ato, em cada palavra e a cada manhã. Ter Deus é não ter medo do impossível e acreditar na Sua fortaleza, em todos os momentos da vida.

E quando você achar que já me conhece o suficiente, eu vou te surpreender.”
 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fragância d'alma

  "Talvez fosse o cheiro do orvalho tão puro, calmo e fresco que tivesse invadido minha garganta, queimando-a numa intensidade perceptível apenas àquele momento. Não que a beleza de outras flores, o desenho do sol nascendo, como uma pintura naturalista, ofuscasse o meu prestigio pelo simples... Mas excepcionalmente, o cheiro do orvalho, me fez fechar os olhos para todas as outras danças da natureza.
Me vi sorrindo calmamente, parada em frente aos primeiros raios de sol, e a primeira brisa da manhã.
É necessário, pelo menos uma vez na vida, que todos sintam a pureza que é o cheiro do orvalho. Ele te relembra infância, cenas rápidas e já esquecidas, te trás pessoas, momentos...
O cheiro é sem dúvidas, o artificio mais recomendado para aqueles que amam o passado. Ele é o sentido mais aguçado que temos, mesmo que imperceptível. E me diga, se não é bom, sentir um abraço forte, combinado com gotas de frescor? É a essência pura da nossa fraqueza mais bela.
Então é isso. É isso que me prende ao que ficou, é o que me prende ao que está acontecendo, e inevitavelmente o que está por vir. É o cheiro calmo e fresco, que trás a chamada nostalgia.
Dizem que são sopros de anjos, para nos fazer algum tipo de bem já esquecido. Pois estão, que seja!
Quando o êxtase do doce hálito da manhã, passou por mim, vi pessoas que eu amava e não lembra do quanto era intenso. Me lembrei que a essência humana está na alma que transborda pelos olhos, pelos sorrisos, por tudo onde possa ter verdade, nos fazendo sempre lembrar, e nunca esquecer que o quando dermos o ultimo suspiro um sopro de anjo nos fará recordar."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Mais uma vez...

... Me esqueci de dizer o essencial, entre tantas palavras que conheço. Me esqueci que nada se torna possível quando não se acredita. Me esqueci de andar devagar, de respirar fundo, quando o tempo parecia atropelar.
Eu errei... Oh! Eu errei, por várias vezes que nem sei se sou digna de tanto. Mas se aqui, estou eu, viva, é porque ainda não é o fim. Hoje, ou melhor, daqui um segundo estarei me metamorfoseando, ressucitando o que ainda há de bom em mim. Não posso mais esquecer de dizer amor, de acreditar na fé, de vencer o senhor do tempo com paciência.
Eu direi que estou sepultando o meu passado, hoje; e somente hoje, será meu futuro. Porque amanhã, amanhã eu serei uma borboleta e voarei por um único jardim. O jardim mais bonito, mais perfeito de todos. Sim, aquele que abriu os meus olhos e aceitou minha alma, me lembrando que ainda é possível recomeçar: o meu auto-perdão."

segunda-feira, 14 de junho de 2010

a-dorada

"Mil anjos sois, entre sóis
Diga-me, se não és tu?
Que danças entre lua e estrela
Sorrindo, lembrando-me:
'Sózinho não estás, meu amigo'
Pois anjo é luz.
E esta é a minha.
Mil asas sois, entre sóis
Pois é quente o abraço
Do anjo sincero;
Resgatou-me este do abismo
E colocou-me, mesmo sem asas
Ao seu lado,
ao lado da luz da lua."